[Crítica – Mostra SP 2018] El Creador de Universos (2017)

El Creador de Universos é o primeiro filme de Mercedes Dominioni. Trata-se de um documentário de um garoto, Juan, de 16 anos, que tem Síndrome de Asperger, e sua avó Rosa, de 96 anos.




O primeiro problema do filme é que sabemos que Juan tem Síndrome de Asperger apenas se lermos a sinopse. Isso não é declarado em nenhum momento do filme, e isso pode dificultar a experiência de quem não leu a sinopse antes. É fácil se irritar com Juan e apenas achá-lo um adolescente irritante.

Juan grava filmes e novelas que cria, dirige e filma. Sua avó sempre participa de suas produções. Por isso, o documentário serve como um retrato do cotidiano de alguém que vive com Síndrome de Asperger (se você tiver lido a sinopse e souber que ele tem…) e a velhice. A diretora é irmã de Juan e decidiu fazer o filme sobre ele. De novo, nada disso é mencionado no filme. A falta de informação e explicação pode deixar o filme monótono e não despertar interesse de quem o assiste.

El Creador de Universos tem como saldo uma trama que soa banal e que não vai a lugar nenhum. Apesar do filme ser bem curto, é monótono. Talvez, se o filme mostrasse mais detalhes e mais profundidade a cada personagem, e desse mais contextualização, o saldo final seria melhor. Vários temas são jogados, mas nenhum é aprofundado. Há algo de bonito na relação de neto e avó, sim. Mas o filme é repetitivo e, mesmo curto, não parece funcionar. Talvez se fosse um curta-metragem…

El Creador de Universos faz parte da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

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