[Crítica] Killing Eve: 3×07 – Beautiful Monster

Apesar de ter achado melhor que o episódio da semana passada, ainda achei o sétimo episódio da terceira temporada de Killing Eve, “Beautiful Monster”, morno. Morno, mas com bons momentos. E os pontos altos, em geral, foram seus momentos cômicos.

A cena inicial, com Villanelle (Jodie Comer) naquela sala imensa, em que podemos ver mais um pouco sobre como Os Doze atuam, é ótima. Há uma tensão entre Villanelle e Hélène (Camille Cottin) após um abraço bem esquisito. E após Hélène dizer coisas como que Villanelle não conseguiria matá-la, Villanelle diz que ela é muito sexy e agradece o “carinho” inapropriado.

Também é legal de ver que, quando Hélène fala que Villanelle é um “monstro bonito”, há certa dualidade de sentimentos. De alguma forma, ser definida daquela forma causa algum estranhamento em Villanelle e a machuca até certo ponto. Até certo ponto, pois essas coisas não são exatamente uma novidade para a personagem.

Outra ótima cena do episódio foi com Carolyn (Fiona Shaw) no restaurante. Primeiramente, ela tira o omelete de Mo (Raj Bajaj) que está com ela após ele falar alguma bobagem. Eve (Sandra Oh) chega ao local, Carolyn dá o omelete para ela, mas logo decide que Eve também “não merece” o omelete. Para Carolyn, só quem trabalha bem merece omelete.

Villanelle e Dasha (Dame Harriet Walter) também funcionam juntas em cena, desde o momento em que elas fingem ser mãe e filha para a recepcionista até toda a sequência no meio do mato, na missão de assassinato. Em vez de matar quem deveria, Villanelle bate em Dasha com o taco de golfe e manda o homem que deveria ser assassinado fugir dali.

Toda essa sequência emenda com Eve, que está em busca de Villanelle, encontra o homem que deveria ser assinado em fuga e, com a orientação de local dele, vai até onde Dasha e Villanelle estariam. Lá, encontra apenas Dasha. E num momento bem dark Eve, que fazia tempo que não dava as caras na série, podemos ver ali sua vontade de matá-la. Mas acaba não matando.

Neste episódio, Konstantin (Kim Bodnia) literalmente ri da sua própria desgraça. A polícia se assusta com sua filha Irina (Yuli Lagodinsky) e ele… ri. Afinal, ele já está acostumado a lidar com pessoas assim. Ali, ele sente uma dor no coração. E isso resulta em algo no fim do episódio.

Quando Konstantin e Villanelle estão prestes a fugir, ele tem um infarto e desmaia. Villanelle foge sozinha de trem. Eve chega segundos depois, encontra Konstantin, pergunta por Villanelle e vê a personagem dentro do trem. O episódio acaba com Villanelle acenando para Eve… E Eve acenando de volta, de forma instintiva, naturalmente.

O grande momento de tensão do episódio, para mim, foi o que a dark Eve apareceu. No mais, o episódio teve como melhores momentos o seu timing cômico, que o elenco consegue fazer brilhantemente, e o enredo que criou uma trilha para ser percorrida e talvez concluída na season finale, com o encontro das duas personagens principais.

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