[Crítica] Killing Eve: 3×06 – End of Game

No sexto episódio da terceira temporada de Killing Eve, “End of Game”, descobrimos que, por mais improvável que parecesse, Niko (Owen McDonnell) sobreviveu. Mas não quer conversa com Eve (Sandra Oh).

Além disso, Eve conclui – e é bem firme nessa conclusão – que Villanelle (Jodie Comer) não teve nada a ver com a tentativa de assassinato. A quase morte de Niko me pareceu um recurso barato da série, feito para nos chocar. Afinal, vimos uma lança ultrapassando o pescoço de Niko e ele no chão perdendo muito sangue.

Dasha tentou matá-lo para que Eve pensasse que Villanelle foi a responsável pela morte. Ok. Mas a forma que a série construiu esse plot deixa parecendo que toda aquela cena foi para nos chocar e ficar a certeza durante duas semanas que Niko foi morto para depois… Pegadinha! Voltamos a como estávamos antes.

Nesse episódio, Eve esquece sobre a investigação sobre a morte de Kenny (Sean Delaney) e vai à casa de Carolyn (Fiona Shaw) e descobre sobre Dasha (Harriet Walter). Não sabemos como, mas Eve vai ao boliche que Dasha está jogando. Achei a cena das duas sem impacto. Assim como começou, terminou… Sem tensão.

Outro ponto do episódio é a relação de Carolyn com sua filha e de Konstantin (Kim Bodnia) com sua filha. Konstantin quer fugir com sua filha e Villanelle quer ir com eles. Toda a cena de Villanelle passeando de carro com a filha de Konstantin é divertida, mas me parece algo para “preencher espaço” no episódio, ainda que a gente possa tentar ver alguma relação entre seu encontro com Villanelle e sua atitude no final do episódio.

Carolyn e Konstantin têm uma cena juntos em que ela pergunta o motivo de Kenny ter ligado para ele. Konstantin revela que Kenny queria saber se ele era seu pai. Carolyn também descobre a relação entre Konstantin e Geraldine (Gemma Whelan). A relação de mãe e filha entre elas é interessante e rende algumas boas cenas, mas não acho que foi abordada com uma boa profundidade para gerar muito interesse.

O ritmo de Killing Eve se mantém, mesmo em um episódio que julgo mais fraco que os anteriores. A trilha sonora, como sempre, merece destaque. Mas o maior destaque da semana fica por conta dos cards, cada vez mais inspirados (Como o “Not Cuba” e o “This is bullshit”). A direção da série também rende imagens belas a cada episódio.

Narrativamente, o plot de Villanelle foi o que mais me gerou interesse. Em todos os detalhes, Villanelle mostra como não quer mais aquela vida. Ver o seu dilema, cansaço e exaustão a cada assassinato foi um ponto alto do episódio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *