[Crítica – Mostra SP 2018] O Segredo de Nápoles (2017)

Adriana (Giovanna Mezzogiorno) passa uma noite com um homem mais jovem que acabou de conhecer. Eles marcaram de se encontrar no dia seguinte. Ele não apareceu. Ela é legista. Em seu trabalho, ela reconhece o corpo mutilado deste homem na autópsia. Esse é o início de O Segredo de Nápoles.




Mais do que um thriller, o filme é como uma carta de amor a Nápoles. A cidade italiana é filmada lindamente, em belas locações ao ar livre em diversas cenas. A fotografia é boa, as locações são lindas. Mas o enredo é fraco.

Após a sua única noite com Andrea, Adriana que ele tirou fotos dela nua enquanto ela dormia. Adriana começa a ver Andrea, já morto, em vários lugares. No metrô, fora de sua casa, andando na rua. Nessa última vez, ela fala com o homem e descobre que é o irmão gêmeo de Andrea, Luca.






Com a aparição do irmão gêmeo de Andrea, ficamos nos perguntando se ele realmente morreu, se eles são a mesma pessoa… O problema é que o filme é clichê, parece uma grande novela com toques de erotismo. A atriz principal consegue nos dar uma boa performance e transmitir todas as inseguranças e confusão mental da personagem. O final do filme tem uma reviravolta. Mas o final, e todas as reviravoltas do filme, sempre soam muito novelescas. Poderia ser bem melhor.

O Segredo de Nápoles faz parte da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo





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