[Crítica – Mostra SP 2020] Limiar (2020)

Comecei a assistir Limiar sem ter lido nada da sinopse e sem saber do que se tratava. Poucos minutos depois, senti necessidade de pausar e ler a sinopse antes de continuar assistindo ao filme. O longa é contemplativo, quase sem diálogos. E um de seus acertos está na fotografia. São sequências bonitas, em locações bonitas, que tentam nos inserir na narrativa do personagem principal. O filme conta a história de um cineasta procurando locações para o seu filme. Mas não sabemos mais detalhes sobre isso.

A intenção do filme é simples. Vemos vários cenários em ruínas, locais abandonados, ambientes silenciosos, somos apresentados os locais históricos e paisagens da Armênia e da Turquia. Enquanto o cineasta procura locações para o filme, o filme é aquilo que assistimos.

Mas o longa não deixa o sentimento de que aquilo que estamos vendo não vai a lugar nenhum. É um filme linear, não desenvolve bem nenhuma ideia ou nos mostra conflitos. Acaba sendo difícil se engajar com o projeto e, quando acaba, você está igual a quando começou e sem saber direito o que viu além de uma bonita fotografia e muita caminhada.

Infelizmente, achei um filme esquecível e que certamente não vou me pegar pensando após a Mostra.

Limiar faz parte da 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 22 de outubro e 4 de novembro em formato online

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