Animação brasileira O Fantástico Laboratório da Vovó Naná estreia no Japão
A animação brasileira O Fantástico Laboratório da Vovó Naná terá sua estreia internacional no Japan Prize 2026, realizado entre 16 e 19 de novembro, em Tóquio. O episódio piloto da série infantil, criada por Radhi Meron, será apresentado durante o evento, um ano após o projeto conquistar o prêmio Outstanding Proposal, destinado a propostas de produções audiovisuais educativas.
Intitulado Por que o céu muda de cor?, o primeiro episódio acompanha os irmãos Tito, Lina e Didi, que encontram na avó uma maneira de descobrir como funcionam os fenômenos da natureza. Cientista aposentada, Vovó Naná transforma objetos comuns de sua cozinha em instrumentos para experiências que ajudam a responder às perguntas dos netos.
Na história apresentada no Japão, uma dúvida das crianças durante uma brincadeira no quintal se transforma em uma explicação sobre as cores do céu. Utilizando uma gota de leite, a personagem demonstra o fenômeno por meio de um experimento que pode ser reproduzido em casa.
Produzida em animação 2D, a série é voltada principalmente para crianças de 6 a 9 anos. Os episódios combinam ficção, humor e conceitos científicos, com uma sequência final em que crianças reais realizam os experimentos apresentados pelos personagens.
A exibição no Japan Prize contará com a presença de Radhi Meron, responsável pela criação e pelos roteiros, e da produtora executiva Laís Veronese. As duas representarão o projeto brasileiro durante a programação do festival, promovido pela emissora pública japonesa NHK.
O Fantástico Laboratório da Vovó Naná participou do Japan Prize pela primeira vez em 2025, quando foi selecionado entre mais de 370 projetos inscritos de diferentes países. A produção ficou entre os seis finalistas da categoria Proposal Pitch Division e foi a única representante brasileira nessa disputa.
O projeto recebeu o prêmio Outstanding Proposal, que incluiu apoio financeiro para a realização do episódio piloto. A conquista também foi destacada pela Universidade de São Paulo, onde Radhi Meron se formou em Educomunicação.
Antes da apresentação internacional, o piloto teve suas primeiras exibições no Brasil em setembro de 2026, pela TVE São Carlos e pela TV Rá-Tim-Bum.
A série é uma coprodução da Oz Produtora com a Circo Onírico. Ao longo do desenvolvimento, passou por iniciativas como o MAX LAB, o Laboratório de Animação do Festival Lanterna Mágica e o programa de mentoria para criadoras do Animation! Ventana Sur.
Além da animação, Radhi Meron também trabalhou em produções como Peripatético, curta premiado pelo roteiro no Festival de Brasília de 2017, e Aurora, a Rua que Queria ser um Rio, que circulou por mais de 120 festivais.
O Japan Prize 2026 acontece entre 16 e 19 de novembro, em Tóquio, reunindo produções audiovisuais de diferentes países voltadas à educação. Ainda não foi anunciada uma data para o lançamento comercial da série completa no Brasil.
