Crítica

[Crítica – Cine PE 2024] Cordel do Amor Sem Fim (2024)

Cordel do Amor sem Fim foi baseado na homônima peça teatral de Claudia Barral. O filme foi adaptado e dirigido por Daniel Alvim. Assim que o filme começa, fica clara a estética de teatro tanto nos diálogos como até mesmo no cenário. A narrativa assume tom poético e com ritmo, fazendo referência às rimas e cadência do cordel. O filme tem cores vibrantes, poucos personagens e poucos cenários.

O longa conta a história de três irmãs, Madalena (Helena Ranaldi), Carminha (Patricia Gasppar) e Teresa (Márcia de Oliveira), inseridas em um contexto patriarcal. As três irmãs vivem na Cidade Bonita, à beira do Rio São Francisco. Teresa, que iria ser pedida em casamento por José, conhece Antonio e se apaixona. Antonio viaja mas afirma que vai voltar e ela decide esperá-lo. Mas ele não volta. Pelo menos não tão rápido assim. A espera é a protagonista absoluta do filme e está presente em cada cena.

“A esperança e a vida são duas coisas que se acabam juntas”, é algo falado no filme e que resume bem o que ele quer transmitir. A sua mensagem final é bonita e delicada. O filme tem boas cenas, como a da passagem do tempo na mesa da casa, algumas cenas fortes, como a do abuso, e as atuações das três irmãs se destacam.

A dublagem do elenco em alguns momentos me incomodou e tirou a naturalidade das cenas. Apesar de sua curta duração, é um filme arrastado e que não empolga. Sempre parece estar prestes a começar e engatar. Não acontece. Tudo parece acontecer de forma meio artificial. Vira um filme esquecível.

Cordel do Amor sem Fim faz parte da 28º Edição do Cine PE