Amanda Seyfried não pretendia interpretar Holmes em Tudo Pode Ser Visto
Amanda Seyfried não tinha planos de voltar a interpretar Elizabeth Holmes quando aceitou participar de Tudo Pode Ser Visto, documentário dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim. A atriz, que venceu um Emmy por viver a fundadora da Theranos na minissérie The Dropout, acabou assumindo novamente o papel após uma reação espontânea às imagens apresentadas pelos cineastas.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, os diretores explicaram que procuraram Seyfried depois que Holmes começou a cumprir sua pena de prisão. Embora o documentário já tivesse registrado o último mês de liberdade da empresária, Fielder e Oppenheim acreditavam que ainda havia aspectos da história que precisavam ser explorados.
A equipe tentou conversar com pessoas de fora do círculo de Holmes, mas encontrou resistência. Segundo Oppenheim, muitos dos convidados recusaram participar por considerarem a empresária uma figura tóxica. A possibilidade de conversar com Seyfried surgiu durante essa busca por novas perspectivas.
Em outra entrevista, concedida à Vulture, Oppenheim revelou que Emma Stone, amiga de Fielder e sua colega na série The Curse, foi responsável por colocar os cineastas em contato com a atriz.
Seyfried aceitou receber a equipe em seu apartamento e autorizou que o encontro fosse filmado. Na ocasião, os diretores apresentaram imagens de Holmes, incluindo uma gravação da empresária assistindo à interpretação de Seyfried em The Dropout. Era a primeira vez que os três conversavam pessoalmente.
Inicialmente, a atriz afirmou que não tinha interesse em interpretar Holmes novamente. Entretanto, enquanto analisava as imagens, começou a imitar espontaneamente a empresária. A reação chamou a atenção dos diretores, que perceberam a possibilidade de utilizar sua atuação para reconstruir acontecimentos que não haviam sido registrados pelas câmeras.
A participação de Seyfried acabou modificando a estrutura do documentário. A atriz passou a recriar conversas e situações envolvendo Holmes, incluindo momentos posteriores à prisão que Fielder não havia conseguido filmar. Sua presença também permitiu explorar aspectos da relação entre a empresária e seu companheiro, Billy Evans.
Fielder explicou que a primeira parte do longa parecia ter um encerramento natural com a prisão de Holmes, mas o filme ainda não estava completo. A entrada de Seyfried abriu novas possibilidades para desenvolver a narrativa, e a decisão sobre o ponto final da história foi tomada durante a montagem.
Produzido pela A24, Tudo Pode Ser Visto acompanha Elizabeth Holmes nos 34 dias anteriores ao início de sua prisão por fraude, em 2023, e se estende pelos anos seguintes. O documentário estreia nos cinemas brasileiros em 26 de novembro de 2026.
