Crítica

[Crítica] O Penitente (2024)

Em O Penitente, um psiquiatra se recusa a testemunhar a favor de seu paciente, que foi responsável por um massacre. O paciente faz parte da comunidade LGBTQIAPN+ e um erro de impressão cometido por um jornal, que cita um dos escritos anteriores do psiquiatra sobre homossexualidade, chama atenção da mídia e do sistema judiciário. Apesar de Hirsch, o psiquiatra, não ter cometido nenhum crime, ele enfrenta dilema moral, agarrado ao Juramento de Hipócrates, de não querer entregar os arquivos de seu paciente.

A premissa do filme é muito interessante e, após lê-la, fiquei curiosa para assistir. Mas o filme não funciona. Ele se assemelha mais a uma peça de teatro, com muitos diálogos entre poucos personagens, em poucos cenários, sem boa cinematografia. Os diálogos são repetitivos e parecem nunca levar a lugar nenhum. A narrativa que poderia ser interessante acaba por ser enfadonha e difícil de acompanhar, com muitas repetições e diálogos andando em círculos, sem nunca chegar a lugar nenhum. O filme parece circular entre uns três diálogos do início ao fim. Vou repetir: o filme é muito repetitivo.

O Penitente (2024)

O filme traz um plot twist no final, mas, por não ter construído uma história consistente em cima de uma base sólida, a reviravolta acontece sem impacto. O Penitente dificilmente terá impacto no público ou irá estimular debates, apesar do tema. É um filme inconclusivo, cheio de diálogos sem força. A autodublagem do filme também não funciona e as atuações não são boas.

Se precisasse resumir O Penitente em uma palavra, resumiria como prolixo. Tinha potencial, tinha um bom tema em mãos, mas infelizmente não consegue entregar o que poderia. Narrativamente vazio, inconclusivo e superficial.

O Penitente faz parte da programação do Festival de Cinema Italiano 2024