[Crítica] Selena Gomez – Revival (2015)
Ela decidiu tomar rédeas de sua carreira e se tornar a produtora executiva do Revival. Isso e a mudança de gravadora foram o grande diferencial para fazer do novo álbum esse sucesso enorme que é.
A cantora procurou unir ótimos compositores com produtores musicais renomados e acabou criando uma obra que lembra bastante o começo de carreira de Janet Jackson. Com batidas retrô e uma pegada definitivamente chilled ela criou uma obra que empolga e envolve.
É perceptível o trabalho feito com a voz. Ela aceitou que notas altas não são o seu forte e passou a valorizar cada vez mais os graves, que executa com perfeição e consegue neles demonstrar muito sentimento – tornando as canções muito sexy. Confira um faixa a faixa abaixo:
Revival
A faixa de abertura traz um pequeno texto falado. Selena conta de como se sente finalmente enxergando as coisas à sua volta. “Eu sinto que estou acordada ultimamente, as correntes ao meu redor finalmente estão se quebrando.”
Kill ‘em With Kindness
Essa faixa foi co-produzida por Rock Mafia, Dave Aude e Benny Blanco e trata do recente episódio pelo qual Selena passou, em que foi bombardeada na internet por estar acima do peso. A canção é uma resposta do tipo “dê o outro lado da face”, ela diz que é melhor combater com gentileza comentários negativos já que não se pode vencê-los.
Hands to Myself
Essa é uma das mais legais e já foi elogiada pela Taylor Swift. A canção foi produzida por Max Martin, uma espécie de gênio do pop sueco. A peça de pop sintético é impecável, assim como a voz de Selena nela.
Same Old Love
Co-escrita por Charli XCX, “Same Old Love” é uma das canções mais diferentes da carreira de Selena. Sua pegada pop-punk é viciante e fala, com atitude, de abandonar um amor que já não tem mais o que oferecer.
Sober
Essa música faz muito uso de recursos eletrônicos para a voz, o que causa muita estranheza. Fala de uma pessoa que não consegue demonstrar sentimentos a menos que esteja bêbada. O refrão é forte e bem executado, com muitas batidas retrô que lembram demais alguma música saída direto do 1989 da Taylor Swift. Pop do melhor estilo.
Good For You
O primeiro single da cantora é bem relaxado. Ela mesma disse que quis dar essa cara à primeira divulgação de seu álbum, e acertou em cheio ao entregar uma música bonita mas que, por não ser grandiosa demais, não cria tantas expectativas para o que vem a seguir. A participação de A$AP Rocky faz a faixa ainda melhor. Também o clipe da canção segue a linha despojada e é muito bonito.
Camouflage
Esse é o primeiro momento do álbum em que podemos apreciar o quanto a voz de Selena amadureceu e melhorou. Camouflage é uma balada triste de piano que deixa a cantora explorar da melhor maneira os seus graves. E é lindo!
Me & The Rhythm
Esse é o link mais óbvio entre a carreira prévia de Selena e a de agora. A potente faixa Dance tem de tudo: batida retrô, vocais à Diana Ross e muitos efeitos. É a mais dançante do disco e uma das mais legais também. É difícil não repetir assim que a música acaba.
Survivors
“Você me construiu a partir de um coração quebrado, com tijolos feitos de pedaços quebrados.” Essa é uma canção que fala de força e resistência. Lembra algo de sua carreira anterior. Talvez a pior do álbum, não é memorável.
Body Heat
Seguindo a linha temática de “Good For You”, essa é a mais sexual da obra. Produção de Hit-Boy e Rock Mafia, fica como a segunda menos memorável do álbum.
Rise
Essa é a canção que fecha o álbum versão padrão. Também é uma co-produlção de Hit-Boy/Rock Mafia e fecha belamente o álbum. Faz eco com a música de abertura no seu esquema de pop de auto-ajuda (no bom sentido…).
Edição DeLuxe
Há mais cinco faixas na edição DeLuxe, elas são: “Me & My Girls”, “Nobody”, “Perfect”, “Outta My Hands (Loco)” e “Cologne”. Entre essas, o destaque absoluto fica com “Nobody”, que é mais uma balada lenta em que Selena pode mostrar como tem focado no trabalho vocal. Certamente a canção mais bem cantada por Selena, quem sabe, em toda carreira e é uma pena que não faça parte da seleção oficial de faixas do álbum.

Olha como a gente ficou depois de ouvir o Revival.

