Brigitte Bardot morre aos 91 anos de idade
Brigitte Bardot morreu aos 91 anos neste domingo (28). A informação foi confirmada pela Fondation Brigitte Bardot, instituição de proteção animal criada pela própria atriz após sua aposentadoria do cinema. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte, local ou horário do falecimento.
Nascida Brigitte Anne-Marie Bardot em 28 de setembro de 1934, em Paris, a atriz se tornou um dos maiores ícones da cultura francesa e mundial ao longo das décadas de 1950 e 1960. Sua imagem atravessou o cinema, a moda e a música, consolidando uma persona que ultrapassou as telas e influenciou gerações.
A carreira de Bardot no cinema começou em 1952, mas o reconhecimento internacional veio em 1957, com E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim. O filme a projetou como um símbolo sexual e marcou uma virada estética e comportamental no cinema europeu do pós-guerra.
Ao longo de sua trajetória artística, Bardot atuou em 47 filmes e gravou mais de 60 canções. Entre os títulos mais conhecidos estão A Verdade (1960), O Desprezo (1963), dirigido por Jean-Luc Godard, e Viva Maria! (1965), papel que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira.
Em 1973, aos 38 anos, Bardot se afastou definitivamente do entretenimento. A partir desse momento, passou a dedicar sua vida ao ativismo em defesa dos animais, fundando a Fondation Brigitte Bardot, que se tornou referência internacional na causa animal.
Seu ativismo, no entanto, também foi marcado por controvérsias. Ao longo dos anos, Bardot foi alvo de processos judiciais e críticas por declarações consideradas racistas, especialmente contra muçulmanos na França, tema que passou a fazer parte do debate público em torno de seu legado. Também já fez declarações abertamente racistas e homofóbicas.
Na vida pessoal, Brigitte foi casada quatro vezes. Seu último casamento, com Bernard d’Ormale, durou até sua morte. Ela teve um filho, Nicolas-Jacques Charrier, fruto de seu relacionamento com Jacques Charrier. Após o divórcio, o pai obteve a guarda integral. Durante décadas, mãe e filho mantiveram pouco contato, retomando a convivência de forma pontual a partir dos anos 2000.
