Morgan Freeman processa uso de IA que replica sua voz sem autorização
Morgan Freeman confirmou estar movendo processos contra empresas que utilizaram inteligência artificial para reproduzir sua voz sem permissão. A declaração foi dada ao jornal britânico The Guardian, em meio ao aumento do uso de ferramentas de IA para gerar vozes e interpretações digitais de artistas.
Freeman explicou que não autoriza nenhuma recriação sintética de sua voz e que considera o uso sem consentimento uma violação direta de seu trabalho profissional. Segundo ele, a situação tem se agravado à medida que aplicativos e plataformas passam a oferecer clones vocais de celebridades.
Em entrevista, Freeman afirmou estar “irritado” com a reprodução não autorizada e destacou que seu ofício depende da autenticidade de sua performance. Disse ainda que qualquer tentativa de imitá-lo digitalmente equivale a tirar dele o controle sobre o próprio trabalho. O ator foi direto ao comentar os processos em andamento, indicando que sua equipe jurídica está atuando intensamente no caso.
Freeman também comentou a polêmica envolvendo Tilly Norwood, divulgada como a primeira atriz criada integralmente por inteligência artificial. O ator manifestou ceticismo sobre a aceitação de figuras totalmente artificiais pelo público e afirmou que a ausência de presença humana prejudica diretamente o impacto artístico.
Segundo ele, a existência de personagens digitais pode criar conflitos trabalhistas, já que o sindicato busca preservar o trabalho dos atores humanos. Freeman considera que a adoção de performers artificiais retira a singularidade das interpretações reais e não deve avançar sem discussão ampla da indústria.
