[Crítica] Ibiza – Tudo Pelo DJ (2018)
Ibiza – Tudo Pelo DJ é um filme de road trip original da Netflix em que três amigas vão para a Espanha, originalmente porque uma delas, Harper (Gillian Jacobs), precisa comparecer a uma reunião de trabalho em Barcelona.
A publicitária viaja para conseguir novos clientes para a empresa que trabalha e as suas duas amigas Nikki (Vanessa Bayer) e Leah (Phoebe Robinson) aproveitam a ocasião para viajar com ela. E a viagem acaba em bebidas, paixão, drogas e festas.
Lauryn Kahn é roteirista do filme (essa é sua estreia como roteirista em longas) e Alex Richanbach é diretor (também estreante). O longa é leve, despretensioso e divertido. A parte inicial de Ibiza – Tudo Pelo DJ parece sem história e sem timing para as piadas. O filme dá a sensação de que não tem tanta história para ocupar todo o seu tempo.

Na primeira festa que as três amigas vão em Barcelona, Harper conhece o DJ da noite e os dois têm uma grande ligação instantânea. A partir daí, as três vão em outras festas e conhecem outras pessoas, mas Harper sempre fica com o DJ em mente, desejando reencontrá-lo. E elas descobrem que ele irá se apresentar em Ibiza.
O fato do filme ter três protagonistas mulheres é um ponto positivo, já que é mais comum ver protagonistas homens nesse tipo de filme. Apesar do roteiro ser básico, podemos conhecer três mulheres solteiras, independente e que querem curtir a vida ao máximo.
Após o início mais fraco, Ibiza – Tudo Pelo DJ consegue encontrar o seu ritmo e, ainda que não aprofunde tanto os personagens, consegue ser um filme divertido e fácil de assistir. E também tem boas imagens e consegue usar bem as cores. Enquanto na Espanha as cores são mais quentes e vibrantes, em Nova York é usada uma paleta mais fria.

A atuação das três amigas está ótima e elas conseguem transmitir naturalidade e fazem a relação funcionar na tela. Gillian Jacobs também tem boa química e divide bons momentos na tela com o DJ Leo, interpretado por Richard Madden.
Ibiza – Tudo Pelo DJ é uma boa pedida se você quer ver um filme despretensioso e clichê, com uma dose de romance. O filme inclusive abraça o clichê. Numa das cenas, Harper vai para o teto da limousine e grita: “Eu sou um grande clichê agora e não me importo”.
Ah, tem “Sua Cara”, de Anitta, Pabllo Vittar e Diplo na trilha sonora!


