[Crítica] Californication – 2ª temporada (2008)
A segunda temporada de Californication começa com Hank e Karen, após ela deixar o seu noivo no altar. Mas a paz entre o casal dura pouco, quase nada.
A temporada mostra a dificuldade que Karen tem em confiar em Hank, assim como a dificuldade de Hank em não se meter em confusões e tentar se explicar com justificativas que parecem mirabolantes (mesmo que sejam reais). Durante essa temporada, ele faz vasectomia e lança o seu segundo livro. Ou quase isso. Mia rouba o seu rascunho e finge que foi ela que escreveu. O enredo do livro é sobre um homem mais velho que se envolve com uma menina de 16 anos. Sim, exatamente o que aconteceu entre Hank e Mia.

Lew Ashby (Callum Keith Rennie) está no elenco da nova temporada. Ele é um produtor musical e pede que Hank escreva uma biografia sobre ele. O final da história de Lew é bem trágico. Becca vive seu primeiro amor com personagem interpretado por Ezra Miller e a família Runkle tem uma história bem exótica com a estrela de pornô Daisy. O episódio “In Utero”, em que Hank descobre um nódulo em sua virilha, demonstra bem o seu medo e receio pela vida que vem levando.
A segunda temporada não foi tão boa quanto a primeira, mas ainda assim é agradável de assistir. Hank continua alguém cheio de defeitos, mas cativante. Karen continua como objeto de adoração de Hank e deixa a série mais leve com os momentos de romance e companheirismo entre os dois. E Charlie continua como alívio cômico. A felicidade entre Hank e Karen não durou muito, mas Californication continua querendo mostrar que os dois se amam, embora o timing entre eles não esteja funcionando. Entre todos os personagens novos, acredito que apenas Lew era o mais agradável de assistir. O restante não parece ter funcionado bem.

David Duchovny continua ótimo como Hank Moody e o personagem continua bem escrito, cretino, amável, perspicaz, angustiado e cheio de camadas. A gente pode continuar vendo como ele é, no fundo, uma boa pessoa, mas como é cheio de feitos e o quanto erra, muitas vezes enquanto tenta acertar. Mas parece que não importa o que ele tente, algo sempre dá errado.
O elenco coadjuvante também é ótimo, mas o destaque absoluto é Natascha McElhone. A atriz interpreta Karen e é sempre ótimo vê-la em cena. Evan Handler também consegue dar o tom cômico e simpático necessário para Charlie. Apesar desses personagens terem profundidade e camadas, Californication peca por mostrar outros personagem muito unidimensionais.


