[Crítica] Invocação do Mal 2 (2016)

Baseado em fatos reais, Invocação do Mal 2 mostra uma ocorrência paranormal que aconteceu nos anos 1970, na Inglaterra. Vera Farmiga vive novamente a americana Lorraine, investigadora paranormal real e que afirma que viu as meninas da família inglesa levitarem e testemunhou quando uma delas se desmaterializou.



Cerca de 20 minutos depois, a menina foi encontrada dentro de uma grande caixa de fusíveis com um corpo todo retorcido de uma maneira que não é possível reproduzir. Conhecido como “Amityville da Inglaterra”, o caso Enfield é um dos mais registrados, fotografados e videografados da história.

Ela e Ed (Patrick Wilson) eram os protagonistas de Invocação do Mal e agora voltam em papel coadjuvante. O filme acerta ao criar o clima tenso a quase todo momento, com exceção de algumas cenas, como a que Ed toca violão e canta “Can’t Help Falling In Love”, de Elvis Presley, para sua esposa e para a família inglesa. O alívio cômico também é adicionado no filme de forma natural, tudo muito bem dosado.

A família em questão é a Hodgson, que mora na parte pobre de Londres e é formada pela mãe e seus quatro filhos, dois meninos e uma menina. Destaque mais que absoluto para Madison Wolfe, que vive Janet. Sofrendo (ou nos assustando) durante boa parte do filme, a atriz é carisma puro e super talentosa. É de impressionar a sua performance magnífica em cada cena. Ganhou uma fã!

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Mas, claro, um filme de terror não se sustenta apenas com um elenco bom (Madison está maravilhosa, mas todo o elenco é competente). E o filme também acerta lindamente em todo o resto. São sequências longas, intensas e seguidas de muito medo e susto, mas, mais importante, o filme consegue construir um clima de suspense que fica sempre em você, até se o que se passa não é a cena mais aterrorizante do longa.

Invocação do Mal 2 também consegue deixar o espectador inquieto durante boa parte de sua duração. São planos longos caminhando por locais escuros, mudando o que está em nosso campo de visão, e nem sempre revelando algo. A cena em que Ed entrevista Janet é ótima. Ele fica em primeiro plano e a menina em segundo, com a imagem desfocada. Ouvimos todo o longo diálogo apenas vendo as expressões de Ed e a voz da menina, mas na imagem desfocada é possível ver (com dificuldade) o seu rosto e corpo se deformando junto com sua voz.

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E ainda há espaço para toques mais artísticos que fica belíssimo no meio de tanto susto e terror. Há cenas sem cortes andando por todo o interior da casa, mudando entre um cômodo e outro, que são de encher os olhos, além de criaturas como o Homem Torto, que tem técnica de CGI simulando efeito de stop motion. O filme nos dá o tempo inteiro um misto de terror e prazer.

Para acabar e deixar você com o cabelo em pé (se é que já não estava), depois de Invocação do Mal 2 terminar são mostrados os materiais reais utilizados para a adaptação, como fotos da menina levitando, áudios dela possuída, revistas e jornais da época e imagens das pessoas reais envolvidas no caso.

Invocação do Mal 2 foi uma grande e grata surpresa em meio a tantos filmes de terror mais ou menos. Entrou para minha lista de preferidos do gênero.

Nota: 4/5

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