[Crítica] American Horror Story: Hotel – 5×01 – Checking In

American Horror Story retornou em sua quinta temporada, “Hotel”, nos apresentando o Hotel Cortez, povoado por almas infelizes, e com um ar bem O Iluminado, de Stephen King.

O visual foi o que a premiere da quinta temporada de American Horror Story: Hotel trouxe de melhor. E a trilha sonora, com músicas de Bauhaus, Sisters of Mercy, Joy Division e She Wants Revenge, fechando o episódio com “Hotel California”.



O episódio começa com duas turistas suecas, desavisadas, chegando para se hospedar no Cortez. O hotel é velho, não tem Wi-Fi, a recepcionista (Kathy Bates) não é das mais simpáticas. O quarto das duas está fedendo… o cheiro é de cilada. O mau cheiro vinha do colchão do quarto, que escondia uma criatura aterrorizante. As cenas das turistas andando pelos corredores do hotel e vendo dois meninos em pé dá todo o ar de O Iluminado.

Lady Gaga e Matt Bomer têm cena inicial bem marcante. Os dois saem para uma sessão de cinema ao ar livre e seduzem um outro casal de namorados. Eles levam o casal para o hotel, fazem orgia, cortam as gargantas e bebem o sangue numa cena bem sensual e com ótima trilha sonora.

Gaga interpreta A Condessa. Ainda é cedo para decretar se ela está bem ou não como atriz, mas até agora ela consegue dar, na medida certa, elegância e frieza para a Condessa. Ela está com um dos filhos do personagem de Wes Bentley (John Lowe), tem Donovan (Matt Bomer) ao seu lado e, por isso, a mãe dele, Iris (Kathy Bates), também está no hotel.

A premiere mostrou um flashback, nos anos 1990, co um pouco da história de Donovan e Sally (Sarah Paulson). Já entendemos como Donovan foi parar no local e o motivo de estar lá até hoje. Donovan e Sally foram para o hotel se drogar. Ao ver o filho em overdose, Iris empurrou Sally do alto do prédio e a matou.

Em tempo, a temporada tomou o caso real de Elisa Lam como fonte de inspiração. Ryan Murphy também deve ter se inspirado no imaginário que temos de quartos de hotéis, lugares em que estrelas têm overdose ou que passam horas e dias em solidão total. Já o caso de Elisa Lam aconteceu em janeiro de 2013. A estudante se hospedou no decadente hotel Cecil, em Los Angeles. Elisa era bipolar, tinha 21 anos e se comunicava com seus familiares com frequência. No dia 31 de janeiro, ela não fez check out no hotel e deixou os funcionários sem entender o que estava acontecendo.

Os funcionários invadiram o quarto de Elisa e descobriram que ela não estava mais lá. A fama do hotel Cecil nunca foi boa. Ele existia desde a Grande Depressão, com mais de 600 quartos, mas teve seu nome ligado a muitos crimes, como assassinatos e suicídios. Também era muito procurado por prostitutas e drogados.



Os hóspedes do Cecil achavam que a água do hotel tinha cheiro e gosto ruim. Quando Elisa Lam estava desaparecida já há 19 dias, os funcionários foram até as caixas d’água para verificar o motivo da pressão ter diminuído. E então encontraram um corpo em decomposição. Era o corpo de Elisa Lam; ela estava nua. Em American Horror Story: Hotel, o mau cheiro vinha do corpo dentro do colchão.

Há ainda o assustador vídeo que Ryan Murphy usou como inspiração para a temporada. É o vídeo da câmera de segurança do elevador do hotel Cecil. É possível ver Elisa no dia de sua morte. No vídeo, ela corre de algo ou de alguém. Ela tenta fechar a porta do elevador, mas a porta não fecha. Elisa fica assustada e sai para o corredor… quer ver o vídeo? Tem ele no fim do post.

O visual da temporada começou impecável, o elenco está bom e a trilha sonora está perfeita. Vamos torcer para que a temporada não se apoie apenas no visual e que o roteiro fique mais denso. O episódio teve um ritmo lento, com cenas longas, com o espectador caminhando junto com os personagens em cena, com a expectativa/tensão sobre o que vai aparecer na sua frente.

Foi uma boa introdução. Saudades, Jessica Lange!

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