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[Crítica] American Horror Story: 1×05 – Halloween: Part 2

Segunda parte do especial de Halloween. E mais um episódio fantástico. Tate (Evan Peters) foi o destaque do episódio. No início, ele faz um monólogo sobre o ensino médio para Violet (Taissa Farmiga), até que aparecem jovens ensanguentados. Até aí tudo bem, pois é Halloween e centenas de pessoas estão “ensanguentadas” (ou com maquiagem simulando isso).

Violet elogia a “fantasia” deles. O problema é: eles não estão fantasiados, e sim mortos. Problema maior ainda: Isso tem a ver com Tate. Uma das meninas que Tate matou afirma que deveria ter 34 anos. Ou seja, Tate, e nem sua mãe, envelheceram, nos levando a crer que estão mortos, claro.
A série traz uma série de contrapontos interessantes. Chad (Zachary Quinto) quer proteger a casa. Já Larry, o homem com a cicatriz, quer destruí-la de qualquer forma. Hayden (Kate Mara), traída, quer destruir o casamento de Vivien (Connie Britton) e Ben (Dylan McDermott), assim como o bebê. Já Nora, antiga moradora da casa, quer proteger o bebê. Moira é uma das personagens que quer se livrar da casa, enquanto outros, como Nora, parecem se sentir bem nela.
Nesse episódio, Hayden inferniza a vida de Vivien. Em uma cena de provocação, ela finge que explodiu a cachorra de Vivien no microondas. E deu para acreditar que era isso mesmo que tinha acontecido. Felizmente não foi. No final das contas, Hayden conseguiu o que queria: contou toda a verdade para Vivien sobre Boston. Com todas as descobertas, Ben acabou sendo expulso da casa. Merecido, mas ao mesmo tempo isso é ruim para Vivien e Violet, que ficarão sozinhas na casa.
Quanto a Addie, aparentemente ela realmente morreu. E que cena forte a de Constance a maquiando no necrotério. Dessa forma, ela morre tendo realizado o seu maior desejo: ser uma “garota bonita”. Mas falando em filhos de Constance (Jessica Lange), Tate é seu filho! Já deu para entender que ele está morto. Mas qual será a sua história?
Uma coisa muito legal na série é quebrar aquele clichê de que os fantasmas são ruins e querem algum tipo de vingança, mal ou desgraça. Tate, por exemplo, aparentemente fez maldades monstruosas, sim, mas parece não se lembrar disso atualmente e ficar aterrorizado com o que tentam lhe contar. Dá aquele sentimento misturado, pois ele matou diversas pessoas em teoria, mas se mostra tão alheio a tudo isso, e realmente assustado com tudo o que está acontecendo. Ponto pro Evan Peters, que consegue transmitir bem isso tudo.
O episódio termina com todos os mortos se reunindo em volta da casa. Com o fim do dia das bruxas, acaba a liberdade de sair andando por aí.
Nota: 4.5/5

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