[Crítica] American Horror Story: 1×04 – Halloween: Part 1

Episódio com participação mais que especial de Zachary Quinto. Ele interpreta Chad, gay e parceiro de Patrick. Os dois vivem algo semelhante ao que vivem atualmente Ben (Dylan McDermott) e Vivien (Connie Britton), com brigas, desconfiança e tentativa de se livrar do imóvel.

Mais uma vez, American Horror Story prova que seu objetivo não é exatamente nos assustar, mas sim criar tensão psicológica. Que pode ser bem pior, não é? O casal Patrick e Chad aparecem na casa nos dias atual, por meio da corretora, para ajudar Ben e Vivien a fazer uma festa de halloween e atrair seus sonhados compradores.
As cenas com Moira continuam sendo hipnotizantes. A atriz Frances Conroy continua dando uma ótima complexidade para sua personagem, mostrando a dor e angústia de um fantasma preso àquela casa. Eu, pelo menos, consigo ficar muito sensibilizada com sua história. Ou pelo menos com o que sabemos dela até aqui.
Como o nome denuncia, o episódio é especial de dias das bruxas. E nesse dia, segundo a série, os mortos podem andar livremente pelas ruas entre os vivos. Por isso, Moira pode sair da casa e visitar sua mãe. E, claro, se os mortos estão livres nesse dia, nada mais natural do que Hayden (Kate Mara) aparecer. E, claro, também, ainda mais louca.

A relação entre Constance (Jessica Lange) e Addy é muito complexa e até mesmo bonita. Às vezes vemos Constance desprezando sua filha, mas em outros momentos ela parece realmente amá-la. Foi bem bonita também a cena em que Addie, que tem Síndrome de Down, quer se fantasiar de “garota bonita” no Halloween. Ela usou uma máscara de “garota bonita”; a sacada foi genial e assistir a aquilo foi de arrepiar. No final de tudo, ela foi atropelava.

Ao ficar sabendo disso, Constance se mostra ainda mais amorosa com a falecida filha. Numa cena bem forte, ela grita que a filha deve ser levada ainda com vida para o gramado. Ou seja, podemos entender que quem morre no gramado da casa, fica “preso” ali para sempre, como um fantasma.

O episódio também mostrou mais da história dos antigos moradores Nora e Charles Montgomery. Uma cena legal, mesmo que um tanto clichê, foi a da enfermeira olhando o bebê de Vivien no ultrassom. Ela viu algo que a deixou extremamente apavorada. O que será?

Tem um personagem que me causa certa preguiça e indisposição de acompanhar: Larry (Denis O’Hare), o homem da cicatriz. Espero que seu enredo em algum momento valha a pena.

E a história que começou nesse episódio não termina por aqui. O especial de Halloween ainda tem a parte 2.

Nota: 4/5

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