‘Angustiante o quanto o filme é atual’, diz roteirista de Hebe – A Estrela do Brasil

Em coletiva de imprensa, a atriz Andréa Beltrão conversou sobre o processo de preparação e composição para o filme Hebe – A Estrela do Brasil.




A atriz contou que o diretor do filme, Maurício Farias, deu espaço para ela encontrar a forma que interpretaria Hebe, sem precisar se ancorar em próteses ou a simples imitação. “No primeiro momento parti da simples imitação, simples e grosseira, na minha casa. Foi um caminho interessante e necessário para chegar em outro lugar. Vendo o filme, vejo que consegui imprimir alguma coisa que conversa com a Hebe”, contou a atriz.

Beltrão também afirmou que não acredita em “possessão” e “incorporação” ao interpretar personagens da vida real. “Não acredito nisso de possessão, incorporação, em vir do além, em nada disso. Acredito em trabalho duro. Seria legal outras coisas virem do além, como cura de doenças e o fim do preconceito”, disse ela.

Já a roteirista Carolina Kotscho refletiu sobre o momento em que o filme foi produzido e as mudanças que aconteceram agora, quando o filme será lançado nos cinemas. Hebe – A Estrela do Brasil não retrata toda a vida da apresentadora, e sim apenas a período da década de 1980.




“Foi um mergulho profundo neste recorte. Está tudo ali naquele material. O momento que ela transborda, o momento de transformação dela e do país. A essência dela está ali”, disse a roteirista. “É angustiante o quanto o filme é atual. Quando comecei a escrever, era um recorte de celebração. O movimento #MeToo, reconhecimento do casamento homoafetivo. De um ano e meio para cá, virou a mesma luta. Olha a gente tendo que falar disso de novo, tendo que lutar por isso de novo”.

Hebe – A Estrela do Brasil estreia nos cinemas brasileiro hoje, 26 de setembro.

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