[Crítica] Pais e Filhas (2015)

Em Pais e Filhas, somos apresentados a Jake Davis (Russell Crowe), escritor que faz de tudo para conseguir criar a sua pequena filha. Um acidente de carro tira a vida de sua esposa e Jake Davis nos mostra desde o início sinais de abalo psicológico e físico, com crises de convulsão constantes. Ele passa um ano em hospital psiquiátrico para se tratar.




Durante esse ano, sua filha Katie (Kylie Rogers) fica aos cuidados de sua tia (Diane Kruger) e seu marido (Bruce Greenwood). Após retornar do tratamento, os dois querem adotar a menina, mas o pai não aceita e começa uma briga judicial.

Todo o filme se passa intercalando duas linhas do tempo, uma com o pai e sua filha pequena e outra com a menina já adulta, interpretada por Amanda Seyfried. Nós vamos vendo pouco a pouco como a infância de Katie a influenciou para toda a vida. As consequências da convivência com seu pai, fragilizado, perturbado e em certo ponto obcecado com sua literatura.

Após ganhar o prêmio Pulitzer, ele se vê em crise financeira e política. Tenta fazer a grande obra de sua vida, mas ela é um fracasso de crítica. Em seguida, faz mais um romance, dessa vez inspirado em sua filha, e ele é um sucesso. Enquanto tudo isso acontece, sua doença progride.

[Crítica] Pais e Filhas (2015)

Toda sua história fez de Katie alguém incapaz de se relacionar e assumir compromisso; ela se tornou alguém que busca apenas prazeres carnais como forma de sentir alguma satisfação. Katie, 25 anos depois, estuda Psicologia e estagia em serviço de assistência social para crianças. Ela cuida de uma menina, Lucy (Quvenzhané Wallis), que não fala desde que sua mãe morreu e acaba criando uma ligação com ela. Já Cameron (Aaron Paul) é um escritor tentando ganhar a vida na área e fã de seu já falecido pai.

Os atores Russell Crowe e Amanda Seyfried não dividem a tela nenhuma vez. Cada um é protagonista de sua história e seu tempo. Os dois estão competentes em seus papéis; Ela consegue nos comover, ele consegue nos deixar com o coração apertado em algumas cenas.

O filme tenta passar a mensagem de que mesmo que um pai tenha amor incondicional por sua filha, isso não significa que ela terá problemas no futuro. Ele não tem nada de incrível ou super original, mas isso não faz dele algo ruim ou impossível de assistir. Pelo contrário, é um bom filme para relaxar e ver sem grande compromisso.

Não é uma obra prima, mas nem parece tentar ser. Também é bem clichê – como disse, não vá esperando ver nada de espetacularmente original. E ainda tem algumas falas sexistas. O filme é bem construído e consegue intercalar as histórias em tempos diferentes de forma fluida, mas ainda assim acaba soando como um novelão. Mas sempre temos os dias que buscamos assistir algo exatamente assim, não é?

O elenco de peso ainda traz nomes como Jane Fonda, Octavia Spencer Janet McTeer. O filme foi dirigido pelo italiano Gabriele Muccino (À Busca da Felicidade e Sete Vidas) e teve roteiro do estreante Brad Desch.

Nota: 2.5/5

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