[Crítica] Girls: 5×02 – Good Man

[Crítica] Girls: 5x02 - Good Man
Depois de um bom início de temporada, o segundo episódio conseguiu ser ainda melhor. “Good Man” foi um episódio engraçado e cheio de partes boas.


Uma delas foi Hannah (Lena Dunham) na escola onde ensina para uma turma da 8ª série e acaba recebendo um alerta do diretor sobre o conteúdo do que ensina. E nesse episódio ela também tem que lidar com seu pai gay inconsolável.

Seu pai Tad (Peter Scolari) pede para ela encontrá-lo em um quarto de hotel em Manhattan após um ataque de ansiedade que sentiu após um encontro arranjado gay. Tad não é acostumado com isso e a “emergência” acaba não sendo o tipo de emergência que Hannah imaginou que seria. Envergonhado por sua infidelidade à esposa, ele conta que deixou sua carteira na casa do homem que acabou de conhecer e pede para sua filha ir lá buscar.

Sim, Hannah é muito egoísta, muitas vezes muito ofensiva, mas às vezes ela também consegue, até certo ponto, deixar de lado o desconforto que sente com a sexualidade em descoberta de seu pai e ajudá-lo num momento difícil. Hannah tem que lidar com isso, aceitar que o casamento de seus pais está terminando e entender que os dois irão precisar do apoio emocional que ela costumava ganhar deles.
A história de Tad e Hannah é emocional, intrigante e até ambígua. E ambíguo também é o nome do episódio. Quem seria o “homem bom”? Keith, o homem que seu pai conheceu? Tad? Fran (Jake Lacy)? Laird (Jon Glaser)? Adam (Adam Driver)? O título pode se aplicar a todos eles. Esses homens costumam ser introspectivos e generosos, sempre “bons homens”, mesmo quando fazem escolhas insensíveis.
E a relação entre Adam e Jessa (Jemima Kirke) segue evoluindo, principalmente pela insistência de Adam. Eles acabam saindo juntos, mas Jessa ainda insiste que não quer que esse relacionamento se torne algo a mais. Não é que eu odeie a história dos dois, mas também não gosto. Me faz pensar que esse enredo foi criado para aumentar o papel de Adam na série, que poderia ficar mais deslocado após o término do namoro com Hannah, e ainda dar literalmente qualquer coisa para Jessa ter uma história diferente nessa temporada.

Ray (Alex Karpovsky) e Elijah (Andrew Rannells), por exemplo, tem seus enredos paralelos e independentes, e eles só acrescentam à série. Os dois atores são ótimos em papéis bem distintos e os personagens na cafeteria de Ray são ótimos de assistir. O café está sendo “engolido” por um café hipster que foi inaugurado do outro lado da rua. Em certo momento, Hannah chama Elijah para ajudá-la numa “gay-mergência” com seu pai. Ao chegar no restaurante, ele vê os dois através do vidro chorando e decide não entrar. E então acaba conhecendo o personagem interpretado por Corey Stoll.

Outro momento ótimo é quando Ray vai até o café hipster concorrente e conversa com o barista de lá. Ele acaba supondo que a barista que está do seu lado é do sexo masculino e depois a ofende ao perguntar se é do sexo feminino. No final de tudo, o primeiro barista, que é negro, diz: “Acho que você precisa ir embora, homem branco”. Ah, e Elijah, claro, é apaixonado pela Helvetica (sim, esse é o nome do café hipster) e fica bebendo o café do concorrente durante o trabalho.

E o episódio acabou focando em Hannah, Jessa e nos homens. Shoshanna (Zosia Mamet) e Marnie (Allison Williams) foram “esquecidas” nesse.

Nota: 4.5/5

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